FE Serra D'Água
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Carlos H Carneiro
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Carlos H Carneiro
Áreas de Observação

Floresta Estadual Serra D'Água

Trata-se de Unidade de Conservação situada no município de Campinas, Estado de São Paulo, que possui área de 51,19 hectares e é administrada pelo Instituto Florestal do Estado de São Paulo (IFESP).

A Floresta Estadual Serra D’Água tem por objetivos: promover a recuperação ambiental do seu território; fomentar atividades de produção e manejo florestal e agroflorestal sustentáveis na região de Campinas; transferir tecnologia de produção desenvolvida pelo setor público, incentivar e valorizar as propriedades rurais com o adequado uso da terra, permitindo ao proprietário rural aprender a desenvolver novas possibilidades de retorno econômico com conservação ambiental; fomentar o estabelecimento de pomares de sementes de espécies nativas, como forma de geração de alternativas de renda e aprendizado para a população periurbana de entorno sem acesso à terra; e, por fim, gerar pesquisas de produção e manejo florestal com espécies nativas da Mata Atlântica, pertencentes à Floresta Estacional Semidecidual, enfocando o benefício de comunidades de entorno de unidades de conservação (Artigo 3º do Decreto Estadual nº 56.617, de 28 de dezembro de 2.010.

A promoção da recuperação ambiental da área é o primeiro dos objetivos elencados no ato de criação da unidade porque a Serra D’Água “é recoberta predominantemente, em seu dossel, por espécies exóticas, com algumas áreas apresentando regeneração de vegetação secundária, descaracterizada da Floresta Estacional Semidecidual original que provavelmente recobria a área”. Ocorre que a área é extremamente importante para a região, pois, dentre outras coisas, contribui para a conservação de recursos hídricos e servirá para o estabelecimento de um corredor ecológico.

“As fitofisionomias presentes na propriedade são Floresta Estacional Semidecidual Montana e Floresta Estacional Semidecidual Aluvial (Veloso et al. 1991), constituídas por árvores de baixo e médio porte, sempre com forte alteração. As áreas com Floresta Estacional Semidecidual Montana podem ser divididas em Capoeirão, Capoeira e Capoeira rala, conforme o maior espaçamento e tamanho dos indivíduos. O Capoeirão representa 7,17 % da área total da propriedade, a Capoeira 16,01% e a Capoeira rala 8,95%. Foram observadas nessas fisionomias as espécies nativas Acrocomia aculeata (macaúba), Andira sp., Cecropia pachystachya (embaúba-do-brejo), Centrolobium tomentosum (araribá), Gochnatya polimorpha (candeia), Zanthoxyllum rhoifolium (mamica-de-porca), Trema micrantha (polveira), Schizolobium parahyba (guapuruvu), Machaerium aculeatum (pau-angu), Leucaena leucocephala (leucena), Lithraea molleoides (aroeira-brava), Melia azedarach (cinamomo) e Persea wildenovii (canela-rosa). Várias espécies exóticas também foram observadas no interior dessas formações, como Caesalpinea ferrea (origem - Norte e Nordeste), Eucalyptus sp. (origem - Austrália), Leucaena leucocephala (Africa), Melia azedarach (Africa), Persea americana (América Central), Psidium guajava (México), Ricinus communis (África), Triplaris americana (Mato Grosso e Amazônia) e Musa paradisiaca (África).”

“A área da APP corresponde a 25,76% da área total da propriedade, sendo 59% coberta por vegetação nativa e 41% em situação irregular (com solo exposto ou espécies exóticas).”

Em que pese esse quadro de degradação, ‴De acordo com o Plano Diretor de Campinas (2006) nas imediações da Fazenda Serra d’Água estão localizadas três áreas especialmente protegidas no âmbito municipal, duas delas na categoria Parque Público Temático (Parque das Águas – Parque Prado e Parque Botânico na Fazenda Sete Quedas) e uma na categoria Área Tombada (antiga sede da Fazenda Serra d’Água).

O conjunto destas áreas apresenta potencialmente condições para vir a integrar um contínuo de áreas verdes junto a Fazenda Serra d’Água, com o objetivo de estabelecimento de sttepping Stones (trampolins ecológicos) ou mesmo um corredor ecológico até a área da Estação Ecológica de Valinhos, situada a sudeste (São Paulo, 2010).

O Sistema Nacional de Sistema Nacional de Unidades de Conservação-SNUC (Lei Federal n. 9.985, de 18 de julho de 2000) define corredores ecológicos como “porções de ecossistemas naturais ou seminaturais, ligando unidades de conservação, que possibilitam entre elas o fluxo de genes e o movimento da biota, facilitando a dispersão e a recolonização de áreas degradadas, bem como a manutenção de populações que demandam para a sua sobrevivência áreas com extensão maior do que aquela das unidades individuais”.

Sendo assim, foi proposto um corredor ecológico englobando os fragmentos de capoeira, pasto sujo e os maciços de Tipuana, localizados na microbacias do córrego São Vicente e do córrego da Invernada com o objetivo de se conectar a área da Fazenda Serra d’Água com a Estação Ecológica de Valinhos.

A Fazenda Serra d’Água, apesar de sua pequena dimensão, constitui-se em um expressivo remanescente florestal em recuperação encravado na zona urbana. Como forma de preservá-la das pressões decorrentes da ocupação e expansão urbana e contribuir para a melhoria da qualidade ambiental do município de Campinas propôs-se a criação no local de uma floresta estadual, garantindo-se assim, um espaço destinado ao uso sustentável dos recursos florestais, pesquisa científica e à visitação pública.‴

FAUNA: Ainda não foi feito um levantamento rigoroso da fauna na U.C, mas já foram registrados os seguintes animais silvestres: Dasypus novemcinctus Tatu-galinha; Procyon cancrivorus Mão-pelada; Galictis cuja Furão; Hydrochaeris hydrochaeris Capivara; Rupornis magnirostris Gavião-carijó; Colaptes campestris Pica-pau-amarelo; Campephilus melanoleucus Pica-pau-de-topete-vermelho; Melanerpes candidus Pica-pau-de-cabeça-branca; Piaya cayana Alma-de-gato; Geotrygon violacea Juriti-vermelha; Mimus saturninus Sabiá-do-campo; Thamnophilus caerulescens Choca-da-mata; Bothrops jararaca Jararaca e Astyanax sp Lambari.

‴Dentre as aves da Serra d’Água da relação acima, a juriti-vermelha é considerada Em Perigo de Extinção e o pica-pau-de-topete-vermelho é tido como Vulnerável de acordo com o Decreto Estadual nº 56.031, de 20 de julho de 2010, que trata da lista vermelha paulista da fauna ameaçada de extinção. Para o furão os dados são considerados insuficientes, eis que esta espécie foi pouco estudada e é rara (SMA, 2010).‴

História

A Floresta Estadual Serra D’Água foi criada pelo Decreto Estadual nº 56.617, de 28 de dezembro de 2.010.

Infra-estrutura

Não há infra-estrutura para visitação.

Endereço da UC: Av. Washington Luis nº 4200, Parque Jambeiro – Campinas- SP

Telefone: (19) 3841-1056 e (19) 3841-1057

Últimos registros fotográficos

Últimos registros sonoros

Referências

INSTITUTO FLORESTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

http://iflorestal.sp.gov.br/areas-protegidas/florestas-estaduais/serra-dagua/

PROPOSTA PARA A CRIAÇÃO DA FLORESTA ESTADUAL SERRA D’ÁGUA, CAMPINAS – SP

http://www.iflorestal.sp.gov.br/Destaques/Florestal_Estadual_Serra_dAgua.pdf

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL - PROCURADORIA DA REPÚBLICA, EM CAMPINAS

http://www.prsp.mpf.gov.br/sala-de-imprensa/noticias_prsp/14-06-12-2013-mpf-em-campinas-quer-impedir-permuta-de-fazenda-que-pertence-ao-exercito/?searchterm=fazenda%20remonta

USO E OCUPAÇÃO DA TERRA E LEGISLAÇÃO INCIDENTE NO ENTORNO DA FAZENDA SERRA D´ÁGUA, CAMPINAS, SP, BRASIL - SUBSÍDIO À CRIAÇÃO DE UNIDADE DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL., de Dimas Antonio da Silva, Mônica Pavão, Marina Mitsue Kanashiro e León Gussonato.

http://www.revistageonorte.ufam.edu.br/attachments/009_(USO%20E%20OCUPA%C3%87%C3%83O%20DA%20TERRA%20E%20LEGISLA%C3%87%C3%83O%20INCIDENTE%20NO%20ENTORNO%20DA%20FAZENDA%20SERRA%20D%C2%B4%C3%81GUA,%20CAMPINAS,%20SP,%20BRASIL%20-%20SUBS).pdf

A.A. SERRA DOS COCAIS

http://serradoscocais.blogspot.com.br/2010/12/fazenda-remonta-floresta-estadual.html

ALESP

http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2010/decreto-56617-28.12.2010.html